MESSINA: Frei Caetano, o Missionário Gigante

Frei Caetano de Messina

Frei Caetano de Messina

Religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, nascido em 1807, na vila de Castanea da Província de Messina, na Itália. Seus pais: Caetano Lentini e Maria Panti Lentini. Foi batizado com o nome de Santi e foi educado na fé cristã, crescendo no amor de Deus, aos irmãos e na devoção a Maria. Fez os estudos elementares na sua cidade natal, continuando mais tarde no convento de Santo Antônio, em Messina. A esta altura tudo indica, já se sentia chamado à vida religiosa missionária.

No dia 2 de fevereiro de 1836 fez sua primeira profissão e um ano mais tarde recebe, das mãos do guardião, o hábito da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (quando muda o nome de Santi para Caetano, conforme costume da época). Depois de ordenado sacerdote foi professor de Teologia e filosofia, e, em 1937, quando o cólera-morbos devastou Castanea, Frei Caetano assistiu os coléricos aos quais prestou valiosos serviços, animando os doentes, confessando os moribundos. Viveu com os necessitados durante quarenta dias, incansavelmente, um intenso e fecundo apostolado com o terrível flagelo.

Frei Caetano tornou-se um grande missionário na Itália para o Brasil e missionou em vários estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. No Nordeste, sua ação missionária era muito abrangente: construía cemitérios, reconstruía Igreja, construía chafarizes para que o povo tivesse água potável; ainda hoje, em Triunfo – PE, existe este marco deixado por ele. Construía hospitais, escolas, internatos para resguardar as meninas da prostituição por causa das guerras e para que elas fossem educadas. Ele acreditava na educação como meio eficaz para transformar o mundo. Para tanto, fundou a Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora do Bom Conselho em Pernambuco, onde até hoje o colégio existe e através dele outros foram fundados (8) em outros Estados. Foi um missionário incansável e um grande proclamador e artífice da paz. Fez, em suas andanças missionárias, muitos revoltosos voltarem a paz, reconciliou famílias, convidava o povo à partilha dos bens. Foi um grande pacificador nas guerras em Pernambuco e recebeu muitos títulos pelo bem fez a Pátria. Podemos citar: o anjo do Brasil, missionário gigante, missionário incansável. Com estas e outras expressões o povo manifesta o carinho, que assumindo a realidade sofrida de sua gente, respondeu aos anseios mais profundos do coração humano, faminto de paz, de justiça e de amor.

As pegadas na areia deixadas por Frei Caetano de Messina não se apagaram com as intempéries do tempo nem com as vicissitudes da vida. Por que, além do dom de anunciar o Evangelho a todos os povos, conforme o mandato do Senhor, foi-lhe concedido o carisma de perpetuar suas intenções evangélicas até o presente e o futuro através da fundação de uma família religiosa a Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora do Bom Conselho.

O Frei Caetano em suas missões conduziu o povo à compreensão da própria realidade, os revoltosos à reconciliação e finalmente, depondo as armas, levou os homens, de mãos dadas, a construírem um majestoso colégio, berço e embrião da Congregação, nascida sob os auspícios da Virgem Mãe do Bom Conselho, num recanto aprazível do interior de Pernambuco – Papacaça, hoje cidade de Bom Conselho.


FONTES:


Bom Conselho


As terras onde hoje está localizado o município de Bom Conselho foram inicialmente habitadas pelas tribos Xucuru e Fulni-ô.


Em 1630, no período da invasão holandesa, organizou-se na localidade uma comunidade de negros (quilombo) chamada de Quilombo de Pedro Papa-caça. O nome se referia à estratégia utilizada pelos habitantes de esconderem-se nas matas, cultivando mais a caça do que a agricultura. Em 1645, a comunidade foi desmantelada por uma expedição militar holandesa chefiada por Blaer Reijmbac.
Em 1712, a família Vilela, de Portugal, adquiriu essas terras e deu início à organização da fazenda Papa-caça. A população crescia a olhos vistos. Assim, em 1887, transformou-se em freguesia.

Escultura feita por Frei Dimas Marleno e sua equipe que se encontra na praça principal da cidade de Bom Conselho, diante da igreja matriz. Ele representa as três raças que formaram o povo da cidade: índios, brancos e negros.
A cidade de Bom Conselho nasceu da fé e da força de vontade do Frei Caetano de Messina, um capuchinho de origem italiana que chegou ao Brasil em 1841 para iniciar, no Recife, seu trabalho missionário. Depois de atuar como pacificador em diversos conflitos envolvendo a Igreja Católica e o estado brasileiro (dentre eles o episódio denominado pelos historiadores de "Questão Religiosa", que teve no jovem padre Dom Vital um de seus principais protagonistas).

Natural da província de Messina, na Itália, por mais de dez anos Frei Caetano desempenhou atividades apostólicas em Olinda e no Recife e depois partiu em missão itinerante pelos atuais municípios de Igarassu, Goiana, Paudalho, Tracunhaém, Bom Jardim, Limoeiro, Nazaré, Brejo da Madre de Deus, Palmares, Pesqueira (região de Cimbres), Buique, Ingazeira, Garanhuns e no povoado de Papacaça, onde mandou construir um colégio.

Em cada cidade ele colocou a pedra fundamental de templos, fundou diversas matrizes, pregou as missões com base nos ensinamentos de São Francisco, instituiu o mês mariano e organizou grupos de fiéis através da pregação da palavra de Cristo.
Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho
Em 24 de abril de 1953 fundou o Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho, onde comemorou com a comunidade o quarto domingo depois da Páscoa. A construção do prédio do colégio, em estilo neoclássico, - que resiste até hoje abrigando mais de 300 alunos da região - foi o grande marco da ação comunitária empreendida por Frei Caetano de Messina.

De acordo com relato escrito pela senhora Ruth Vilela Cavalcanti, "é impossível perder-se na memória de todos os humildes que carregaram aquelas pedras em penitência e graça, sacrifício e prêmio e, por fim, em comemoração e alegria diante do primeiro monumento, da primeira obra social e primeiro ato de integração num projeto comunitário em mutirão".

Convento São Fidélis - Frades Menores Capuchinhos
Bom Conselho-PE
Em 1860, o Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho emprestou seu nome à Vila de Papacaça e depois município de Bom Conselho. O colégio foi responsável direto pela formação intelectual e educacional de várias gerações que por ali passaram através dos anos, como também estimulou a vocação religiosa. O ensino é considerado de bom nível e há mais de 150 anos o colégio recebe alunos de vários recantos da região.

Frei Caetano de Messina, cujos restos mortais repousam nas dependências do colégio, inspirou a fundação do Seminário - Convento São Fidélis, em 1902 - dos frades franciscanos capuchinhos que ainda hoje funciona em Bom Conselho, realizando missões, atividades voltadas para as vocações religiosas com jovens e atuando na comunidade com trabalhos pastorais e sociais.

FONTES:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bom_Conselho
http://bomdiabomjardim-pe.blogspot.it/2012/06/frei-caetano-de-messina-em-cada-cidade.html

Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora do Bom Conselho

Nossa Senhora do Bom Conselho

Em 1852, um missionário capuchinho, chamado Frei Caetano de Messina, andava pregando no sertão de Pernambuco. Em 5 de fevereiro de 1853, chegou ao povoado de Papacaça, hoje, a cidade de "Bom Conselho". Lá, o missionário encontrou muita miséria, tanto moral quanto material. Ele, então, pediu a intercessão de Nossa Senhora do Bom Conselho para suas missões naquele lugar. Em suas pregações, sempre falava que era urgente cuidar da preservação da vida.

A intuição profética do grande missionário fez acontecer a primeira Congregação Religiosa Franciscana para mulheres nas terras do Brasil.


Surgiu a Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora do Bom Conselho, quando quatro jovens do lugarejo de Papacaça, atendendo ao chamado de Cristo para segui-lo mais de perto, foram acolhidas por Frei Caetano de Messina: Tereza Teixeira Vilela, Natália Gomes Brasileiro, Isabel Gomes Brasileiro e Maria de Jesus Camello.


Em 24 de abril de 1853, concluindo a sua primeira etapa missionária com a edificação do colégio, o santo capuchinho, deu as quatro jovens, o hábito da Ordem Terceira de São Francisco de Assis e lhes confiou a guarda de 18 adolescentes, realizando, festvamente, o seu sonho:construir um colégio, para que nele, qual uma nova arca da aliança, "as órfas desvalidas dos sertões", encontrassem salvação e tenham um futuro promissor.


FONTE:
http://vocacionalfnsbc.blogspot.it/p/como-tudo-comecou.html


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